Um portão de garagem cinzento, no centro, com um tag preto feito há mais de meio ano. O dono já tinha desistido de o tirar sozinho. Este é o trabalho, passo a passo.

Graffiti fresco sai quase sempre por completo. Com meses de sol e chuva, o solvente da tinta já entrou no lacado: a tinta preta sai, mas a superfície por baixo não fica igual, perde brilho e fica um «fantasma» do desenho, visível em certos ângulos de luz. É exatamente o que aconteceu aqui, e é a razão pela qual dizemos sempre: quanto mais cedo, melhor.
Removedor específico para superfície lacada, aplicado por zonas e neutralizado, sem raspar e sem jato agressivo (que teria arrancado o lacado). O preto saiu todo, e ficou à vista o estrago que a tinta tinha feito por baixo.


Parar aqui seria entregar o trabalho a meio. A estrutura do lacado estava marcada, por isso tratámos o portão como se trata a pintura de um automóvel: polish de automóvel, para uniformizar o brilho e esbater a marca que sobrou.
Por cima, um verniz anti-graffiti. É a parte que interessa a médio prazo: cria uma camada de sacrifício, e o próximo graffiti sai em minutos, com muito menos esforço e sem voltar a mexer na pintura do portão.

Em graffiti antigo prometemos o que é possível: tirar a tinta e devolver ao portão um aspeto uniforme. O que a tinta marcou no lacado ao fim de meses só se apaga por completo repintando, e dizemos isso à partida, não no fim.
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